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Heresia PDF Imprimir E-mail
Cobain, Strummer, Joey e Sid usam Doc Martens No Céu


 

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A famosa marca de botas e coturnos Doc. Martens, usada em escala industrial por punks e skinheads em todo o mundo, iniciou uma nova campanha publicitária, onde mostra ídolos falecidos como Kurt Cobain, Sid Vicious, Joey Ramone e Joe Strummer (fotos) usando suas docs no céu. Sobre a campanha, exclusiva no Reino Unido, Andrew Petch escreveu: "Queriamos passar que as botas da Dr. Martens são feitas para durar, e descobrimos que estes músicos idolatrados usavam a bota. Mostrando-os ainda usando nossas docs no céu, dramatiza a duração da bota perfeitamente".

Fonte: Zona Punk
 
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"Fim de Milênio" reúne raridades da 'geração fita-cassete', em fita-cassete

O selo carioca Midsummer Madness, em parceria com a Gravadora Discos, lançará dia 1º de maio a coletânea 'Fim de Século'. Trata-se de uma compilação da geração fita-cassete, organizada por Gabriel Thomaz, dos Autoramas. "Foram selecionados 30 hits que só sairam em fita demo nos anos 90", informa Rodrigo Laríu, do selo MM. Entre os destaques, estão Pato Fu, Graforréia Xilarmônica, Raimundos e Acabou la Tequila, entre outras raridades. O lançamento será em formato de fita-cassete, com as músicas disponíveis no site do selo. "Com esta coletânea, o MM inaugura a série 'Clássicos do Midsummer Madness', que vai por no site uma série de fitas-demo que nunca sairam em CD, como a primeira do Killing Chainsaw, as demos do Second Come, algumas do Pin Ups, etc", diz Lariú.
A edição vai trazer comentários de Gabriel Thomaz para cada uma das músicas. "A primeira vez que eu ouvi falar de Simone do Valle foi quando ouvi essa fita na casa do meu amigo Giuliano, futuro vocalista do Low Dream, hoje DJ em Brasília, que um tal Rodrigo Lariú tinha enviado pra ele, tipo em 1990... Fui informado que na cidade de Niterói existiam muitas "guitar bands", umas bandas que faziam muito barulho e tal. Mas o que eu gostei mesmo foi da melodia e da letra. Depois li sobre eles na Bizz, vim a conhecer a Simone no Dash anos depois e mais um tempo depois formamos juntos o Autoramas. E regravamos essa música no nosso segundo disco", escreveu Gabriel, por exemplo, sobre a banda Squonks e a música 'Rio-São Paulo'.

Fim de Século - Volume I

01 - Pato Fu - Spoc
02 - Graforréia Xilarmônica - Mixto Quente
03 - Raimundos- Carro Forte
04 - Eddie - quando a maré encher
05 - OZ - Shit Bomb
06 - Devotos de N Sra Aparecida - Devotos a Quem ?
07 - Missionários - Música de brinquedo
08 - Acabou la Tequila - Rita Cadillac (versão tecno)
09 - Apocalixo - Gilberto Salomão
10 - Disk Putas - Vai comer ou quer que embrulhe
11 - Gangrena Gasosa - Protesto Concreto
12 - Maskavo Roots - Blond Problem
13 - Neguinhos Nojentos - Sua Puta
14 - No Class - Chevrolet'79
15 - Os Cervejas - B x T x N
16 - Pinheads - OH!JA!
17 - Primeira Pedra - Ainda Estou Vivo
18 - The Dead Billies - Psycho Grubs
19 - Professor Antena - Boys Don´t Cry 20 - Cabeça - Tutupa
21 - Aristóteles de Ananias Jr - bico de pato
22 - Carnal Desire - Profissão Peão
23 - Concreteness - Squinting looK (Zemba)
24 - Meldas - Cigarro (Rock do Saci)
25 - DoiseumimDoisema - epilético
26 - Pravda! - Filosofia de Boteco
27 - Sunburst - speed racer
28 - Tiroteio - balança mais não cai
29 - SODAPOP - Glad to go
30 - Squonks - Rio - São Paulo

Disponível a partir de 1º de maio no site: www.mmrecords.com.br

Fonte: Senhor F / Escrito por: Fernando Rosa

 
Escola Mobral do "Rock" PDF Imprimir E-mail
Como fazer uma música do CPM 22 em 5 lições*

1. Coloque um título referente a algum adjunto adverbial de tempo. Ex: ontem, anteontem, amanhã, dias atrás, daqui a alguns dias, semana que vem, depois de amanhã, daqui a duas semanas, ano retrasado.
2. Recheie a letra com frases positivamente vagas e clichês como "amanhã vai ser melhor", "não vou olhar pra trás", "meu dia vai chegar", "nada pode me parar".
3. Abuse dos verbos de ligação nos finais das frases: ser, estar, ficar, continuar, parecer, permanecer, tornar.
4. Rime absolutamente tudo o que conseguir.
5. Se utilizar a palavra "assim", pronuncie-a como "acém". Ex: "eu sei que foi melhor acém".

Pronto! Agora você pode escrever sua letra, estourar nas rádios, tocar nos shows de aniversário da Mix FM e participar de propagandas da Nova Schin.

*Recebido por e-mail
 
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Rock70na

Rock Anos 70 Nacional - Clássicos Multishow (Vários artistas)

O rock nacional dos anos 70 pode até não estar na "moda", mas com certeza vem passando por um bom processo de redescobrimento - com direito a aulas de história viva nos shows de bandas como A Bolha e Mutantes, CDs relançados e trocas de mp3 em blogs e comunidades do Orkut. Rock Anos 70 Nacional - Clássicos Multishow é parte de uma série que inclui volumes dedicados também aos anos 60 e 80, todos com clássicos nacionais e internacionais. No caso dos "anos 70 nacionais", o disco não é exatamente uma coletêanea de hits - talvez para incluir músicas pouco usuais, foram deixadas músicas de Rita Lee, Erasmo Carlos e só aparece uma de Raul Seixas ("Como vovó já dizia") e outra dos Secos & Molhados ("Assim assado") na linha das músicas que realmente foram grandes sucessos. A conexão rock-MPB foi devidamente estabelecida com a inclusão de faixas de Alceu Valença ("Sol e chuva", na versão do LP ao vivo Vivo, de 1976) e Sá & Guarabyra (o soul rural "Vem queimando a nave louca").
No mais, aparecem mais músicas de grupos passeando entre o sucesso e a fama cult - caso do Terço ("Hey amigo"), Casa das Máquinas ("Vou morar no ar"), Vímana ("Zebra", finalmente remasterizada), O Peso ("Cabeça feita", idem) e Som Imaginário ("Feira moderna"), Moto Perpétuo ("Verde vertente"), etc. Como curiosidade, um ET no disco: um rock'n roll pesadíssimo composto e cantado pelo sambista Sidney Miller - e tirado de seu incompreendido disco Línguas de fogo. O problema é a falta de informações no encarte - seria importante avisar para o consumidor mais distraído que "O contrário de nada é nada" é uma música da fase progressiva dos Mutantes, sem Arnaldo e sem Rita.

Fonte: Discoteca Básica / Escrito por Ricardo Schott
 
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The Doors - The Doors (1967)

Neste último janeiro um disco especial completou seu 40º aniversário. Gravado no Sunset Studio, em Hollywood, apresentou ao mundo um novo quarteto: The Doors. O LP foi batizado com o próprio nome da banda, que tinha Jim Morrison cantando, Ray Manzarek nos teclados, Robby Krieger nas guitarras e John Densmore na bateria.
Apresentaram-se efetivamente como um grupo. Das 11 canções do disco, nove são referidas aos membros da banda, como se fossem criações coletivas. As outras são de outros autores: "Back door man", um blues clássico de Dixon e Burnett, e "Alabama song", excerto da ópera Ascensão e queda da cidade de Mahagonny, de Brecht e Weill, levada a público em 1930, em Leipzig, Alemanha.
Já se escreveu que quem teve de 13 a 16 anos entre 1963 e 1970 – e gostava de música – viveu experiências interessantes. Cada nova banda que surgia trazia novidades sonoras. Do experimentalismo radical e ingênuo dos dois primeiros discos do Soft Machine à invenção do metal pelo Black Sabbath. O Doors não escapou desta maravilhosa sina. Debutou com um disco diferente, apesar de não inovar musicalmente (a ausência de um baixista e a função do baixo feita pelo órgão é mais uma adaptação criativa que uma inovação). As canções são boas, mas simples se bem que tocadas com maestria. O longo solo de quatro minutos, em "Light my fire", alternando o órgão de Manzarek e a guitarra de Krieger, não é suficiente para definir o som da banda como inovador. Pelo contrário, as canções são mais atraentes e charmosas que revolucionárias em sua tessitura musical. E sem nenhum dos traços comuns em 1967: dissonâncias, referências eruditas, instrumentos exóticos e disritmias. Não deixa de ser um trunfo e sinal de independência deste grupo gravar o primeiro disco no momento mais luminoso da psicodelia e não recorrer a nenhum dos chavões que caracterizou a música desta época.
A revolução vem na maneira como Morrison canta e nas letras que canta. Abre o disco "Break on through". A bateria jazzística de Densmore inicia a canção leve, batendo nos pratos e na borda da caixa. O órgão-baixo de Manzarek marca o ritmo. A voz doce do cantor logo se torna gutural e berra "break on through to the other side" (quebre-se ao passar ao outro lado). Aliás, o vocal de Morrison comprova teses acadêmicas que assimilam os cantares, na música popular, à fala comum. Com um tantinho mais de musicalidade, entonação e ritmo. Morrison, quando é doce, parece falar carinhosamente ao filhinho. Quando é violento, canta como se chamasse uma briga. Isto é novo e uma conquista para um músico de recursos vocais limitados.
Bem como as letras são novidade.
Não se ouve no disco de estréia do Doors nenhum dos temas comuns da era psicodélica. Nada de flor, amor, dor, duende, temor da guerra nuclear, apelos à vida natural ou críticas políticas. Morrison canta o erotismo, a inevitável série de mulheres que deseja e a chance falhada de, pelo sexo, alçar a plenitude. Canta, portanto, o sofrimento próprio à condição humana, inapreensível por qualquer laço social ou pela esperança de harmonia, que instiga o poeta. E ele canta, em "The crystal ship", “before you slip into unconsciouness/I'd like to have another kiss/another flashing chance at bliss/another kiss, another kiss/the days are bright and filled with pain/enclose me in your gentle rain/the time you ran was too insane/we'll meet again, we'll meet again” (antes de escorregar para a inconsciência/eu gostaria de outro beijo/outra fulgurante chance de felicidade/outro beijo, outro beijo/os dias são brilhantes e cheios de dor/envolva-me em sua chuva gentil/o tempo em que você corre é insano/nos encontremos de novo, nos encontremos de novo). Em "Light my fire" (single número 1 em 67), o privilégio ao prazer sexual é descarado. Canta: “you know that it would be untrue/You know I woulg be a liar/if I was to say to you/come on baby, light my fire/try to set the night on fire/no time to wallow on the mire/and our love become a funeral pyre” (você sabe que pode não ser verdade/que posso ser um mentiroso/por isso lhe digo: acenda meu fogo/mantenha a noite em fogo/sem isso chafurdamos na lama (frase importada de Baudelaire)/e nosso amor vira uma pira funerária).
É isso que o Doors trouxe de novo. As músicas dos outros compositores confirmam o tom. O blues de Dixon fala de um homem atrás da porta que os homens não conhecem, mas as menininhas entendem (e adoram). O trecho da ópera de Brecht, não por acaso tem como heroína Jenny (uma prostituta), canta o valor da próxima menina e já que perdemos a boa e velha mamãe devemos ter whisky para sempre e você sabe porquê. Diga-se de passagem, esta Jenny é a mesma que inspirou a Geni da Ópera do Malandro, de Chico Buarque.
É isso que o Doors trouxe de novo. O último prego no caixão do rock que cantava carros, namoros, travessuras escolares e querer pegar na mão. E sem cair no hippismo e no psicodelismo alucinados. Foi uma banda que chegou ao público adulta. Cantando como fazemos para não chafurdar na lama e percebendo que não há outro jeito. A condição humana é esta mesma que aí está.
E, para finalizar, a faixa que encerra o disco, "The end", conta a história de um rapaz que acorda antes da aurora, calça as botas, vai ao quarto da irmã e a mata. Vai ao quarto do irmão e o mata. Vai ao quarto dos pais e diz que quer matá-lo e foder a mãe. Sem disfarce: "mother... I want... to fuck you".
Escutem o disco: o fim ainda não chegou. Continuemos fazendo o que dá pé e escutar um bom álbum de rock 'n roll ainda é muito legal.

Fonte: Omelete / Escrito por: Durval Mazzei N. Filho
 
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