
Estreiou este mês, em sete cidades brasileiras o documentário canadense "Metal: A Headbanger's Journey", dirigido por Sam Dunn, Scot McFayden e Jessica Wise. Trata-se de um filme que tenta traçar a história, o impacto na música e a cultura particular do heavy metal, explicando o porquê dos sons pesados serem amados por tanta gente ao redor do mundo. Para tanto, foram entrevistados grandes nomes do gênero: Tony Iommi (Black Sabbath), Bruce Dickinson (Iron Maiden), Alice Cooper, Tom Morello (Rage Against the Machine), Ronnie James Dio, John Kay (Steppenwolf), Rob Zombie, Kerry King e Tom Araya (Slayer), Lemmy Killminister (Mötorhead), Vince Neil (Motley Crue), Dee Snider (Twisted Sister) e vários outros. A jornada do título original é a saga do próprio diretor Dunn, um antropólogo canadense fã de heavy metal desde os 12 anos de idade. O começo tudo é a tentativa de determinar qual foi, afinal, a primeira banda de heavy metal. Teria tudo começado com o Black Sabbath? Ou com o Led Zeppelin? Ou antes, com o Steppenwolf? Usando uma espécie de fluxograma, Dunn define os vários subgêneros do heavy metal (black, glam, thrash...) chegando a mais de 20 tipos diferentes. O filme visita festivais de rock pesado, investiga as acusações de satanismo e decadência moral que cercam o estilo e, naturalmente, inclui uma trilha sonora bastante pesada e variada. Tem desde pioneiros (Blue Cheer, Sabbath), mostra a evolução do estilo ao longo dos anos 70 (Iron Maiden, Motorhead), a era farofa dos 80 (Twisted Sister, Motley Crue), as diversas novidades trazidas ao gênero nos anos 90 (Rage Against the Machine), o crossover (Cannibal Corpse), a geração thrash (Metallica, Slayer), o new-metal (Slipknot) e até mesmo Richard Wagner (que tem a abertura de "Fausto" usada como tema incidental).
Fonte: Lab. Pop
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