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ROÇA 'N' ROLL - Varginha 2011 PDF Imprimir E-mail
Escrito por fABiN   
Sábado, 25 de junho de 2011, fizemos mais uma “barca” do Coletivo Beerock para um dos nossos eventos anuais preferidos. Eu, Neto, Alysson e Manoel rumamos para Varginha para mais uma noite de delírio no Roça ‘n’ Roll.

O objetivo desse texto não é fazer um informativo ou um release (sic) do evento. Nada disso! Estou postando no meu blog de “insanidades” porque o objetivo é justamente isso: um simples relato da viagem, invejando os amigos do La Carne. Vamos lá!

 

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Depois de alguns dias na lógica alcoólica: acordar para beber e beber para dormir (feriado na quinta e recesso na sexta), no final da tarde de sábado eu estava mais destruído que o Afeganistão. Mesmo assim, alguns compromissos não podem ser desconsiderados, principalmente quando se trata da nossa expedição anual para o Roça – um dos maiores festivais de rock do Brasil e provavelmente o melhor no quesito Metal no interior.

Nada melhor para curar ressaca do que beber mais... foi assim que a noite começou. Quando passamos por Paraguaçu me deu vontade descer do carro, roubar aquele avião e pilotar até a Fazenda Estrela – ótimo sinal de que estava tudo jóia. Depois de uma perdidinha básica na estrada para Monsenhor Paulo chegamos ao local do evento daquele jeitinho.

Foi a minha 6ª expedição, mas o festival já existe há treze anos. Ainda no estacionamento tivemos a impressão que tinha menos gente - estávamos enganados. Ao entrar, uma constatação: tinha gente pra caralho!

A notícia triste foi que perdi dois dos shows que mais queria ver. Quem pediu para chegar tarde? Uma pena não ver a Gangrena Gasosa e a Periferia S/A. Fica para uma próxima oportunidade. De cara, encontramos os brothers da Seven Keys. É muito bom ver que uma banda de Guaxupé foi selecionada para tocar num lugar phóda como o Roça. Eles tocaram cedo, no palco das bandas regionais. É isso ae meninos! Logo vocês estarão no palco principal. Fica a lição para as outras bandas de Guaxupé. Quem luta pra valer, nunca perde.

Fomos para frente do palco principal para assistir o Thuata de Dannan. É a sétima vez que vejo esses caras ao vivo e nem preciso dizer que sou fã - alguns clássicos cantados a plenos pulmões e passos de uma dança celta digna de um bêbado. Senti um pouco de falta de entrosamento na banda; também pudera, o Bruno Maia tem se ocupado com seus projetos e ainda por cima é o “cara” por trás daquele festival. Exigir mais dele seria como pedir para “cobrar escanteio e cabeciar”. O Bruno conseguiu construir algo que poderíamos chamar de milagre. Valeu grande brother!

Enquanto o André Matos não começava, mais um role no local... uma ou outra dose de wisky... uma trolada... algumas risadas... enfim, ir no Roça com os indivíduos do coletivo é pura diversão. Senti falta da barraca de quentão, mas tá valendo.

André Matos no palco, boa performance da banda. A voz tava sumindo um pouco, talvez pelo frio ou pelo som, não sou expert nesses assuntos. Alguns clássicos de sua carreira com outras bandas e a galera delirando.

Chegou a hora dos gringos. O Cathedral era uma das atrações mais esperadas. Os caras anunciaram que seria o ultimo show no Brasil e tals. Um ótimo show! Músicas cadenciadas e obscuras, digna de um dos percussores do Doom metal. Outros sons mais alternativos, flertando com o Stoner. Vi alguns headbangers torcerem o nariz. Mas é assim mesmo: existe gente mais xiita que metaleiro? Há!

Mais rolê, mais wisky, mais trolagem, apelidinhos, risadas... encontros com os amigos de Guaxupé que estavam por lá... vai vendo...

Dr.Sin no palco - grande expectativa. Valeu a pena! Os caras tocam demais... até demais da conta. Tem hora que fica parecendo aula de música. O entrosamento é perfeito. Os instrumentos são lindos. Quero uma guitarra que brilha do escuro! Futebol, Mulher e Rock’n Roll continua um clássico absoluto. Enquanto uma outra banda começou a ligar os instrumentos no outro palco, a galera mandou uma vaia e começou um coro dr.sin, dr.sin, dr.sin.... yeah!

Ultima banda, não sei o nome. Já estava pra lá de Bagdá. O Manoel Maníako (D.D.E. do Beerock) me arrastou pra fora e zarpamos. Poeira, neblina, viagem, vertigem. Na verdade, eu queria entrar na cidade de Varginha para roubar aquela Millenium Falcon que fica no centro. Os brothers não deixaram. Altos papo no caminho de volta, talvez para evitar que o motorista resolvesse dar um mergulho no lago.

Será que existe alguma competição do tipo “maior cristo” entre as cidades? Putz, aquele Cristo de Elói Mendes é gigantesco! Tentamos dar carona para o Cristo de Monte Belo que fica pedindo carona no trevo... ele nem deu moral.

Guaxupé novamente, desmaio na cama com as ultimas energias que me restam. O domingo não vai ser um dia fácil...

Valeu roceiros! Parabéns Bruno e galera da Cangaço! Um salve para todos que foram. Pro pessoal que trampou, que tocou, especialmente a Seven Keys. Desculpa as zoeiras, os gritos, as trolagens, a fumaça... foi demais!!!!

Ano que vem tem mais! Tem muito mais!!!

Allright!!!!!

*** Em tempo:

Voces sabiam que o Cristo de Elói Mendes é maior do que o do Rio de Janeiro? Sabem o que isso significa?

- NADA!!!

Fábio Fantini

Texto publicado originalmente no meu blog: Insanidade Destilada

 

 

 
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Escrito por Alysson Fernandes   

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The Rolling Stones - Ladies & Gentlemen (DVD)

Diferente dos Beatles que tiveram duas fases muito distintas, uma marcada pelo Iê Iê Iê e outra pela psicodelia, o que diferenciou a sonoridade dos Stones ao longo da carreira foram os guitarristas. Em 1972 a banda era bem mais bluseira devido à guitarra de Mick Taylor. Os caras haviam lançado o clássico Exile on Main Street e viviam sua fase mais áurea, também marcada pelo uso intenso das mais diversas drogas. E é esse momento da tragetória da banda que esta registrado no DVD Ladies & Gentlemen, lançado no Brasil pela ST2 no final do ano passado. São gravações feitas durante quatro noites no Texas, durante a turnê  de lançamento do álbum. Em 1974, o filme original foi exibido nos cinemas durante um período e depois desapareceu do mercado. Agora reaparece em DVD, restaurado e remasterizado, contendo nos extras verdadeiras raridades, como um  ensaio da banda na Suíça e entrevistas com Mick Jagger. Mesmo que os recursos da época para a captação de imagem e áudio fossem limitados, o trabalho de restauração feito pro DVD foi perfeito. Não são imagens de extrema qualidade, mas funcionam bem como um documento de época. Durante a turnê, os shows contavam com uma verdadeira parafernália de instrumentos extras e convidados especiais com destaque para o saxofonista Bobby Keys e para pianista Nicky Hopkins. Se não bastasse, o som da banda original formava uma massa sonora avassaladora, com Keith Richards e Mick Taylor duelando nas guitarras e Charlie Watts e Bill Wyman precisos na cozinha. Mick Jagger estava no seu auge performático, abusando do visual e dos trejeitos que fizeram dele um dos grandes frontmans da música mundial. As faixas de "Exile..." dominam o repertório, mas há espaços para músicas do excelente Sticky Fingers de 1971 e pra fechar, dois clássicos dos primórdios, Jumpin’ Jack Flash e Street Fighting Man. Resumindo, Ladies & Gentlemen é o puro nectar stoneano.

 
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Escrito por Alysson Fernandes   

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Hq Macaco - Vários artistas
Editora: Monstro Comics
Preço: R$7,00

Há anos, a gravadora e produtora goiana Monstro Discos vem se destacando na cena independente nacional, seja produzindo eventos como os festivais Bananada e Goiânia Noise ou lançando ótimos discos. Na verdade, esse "mostro" da produção cultural alternativa não pára de crescer. O novo braço da produtora atende pelo nome de Monstro Comics, uma editora de Histórias em Quadrinhos. O primeiro lançamento é a revista Macaco nº zero, com histórias feitas por Guazzelli, Lauro Roberto, Alberto Monteiro, MZK, Caballero e Márcio Jr. A edição segue o padrão Monstro de qualidade, com 36 págs, capa em cores, miolo P&B e formato magazine. Segundo a editora, em breve novos títulos serão lançados. Para adquir a revista, basta acessar a Loja Monstro. O preço é literalmente de banana, R$7,00.

 

 
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Escrito por Alysson Fernandes   

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Black Drawing Chalks - Life is a Big Holiday For Us
Gravadora: Monstro Discos
Preço em média: R$18,00

Arrisco dizer que até o presente momento, esse é "o disco" do ano. Pra quem não conhece, o Black Drawing Chalks é o grande expoente da nova geração de bandas goiânas que surgiram pós MQN, Mechanics e Hang the Superstars. Na verdade, os caras já tinham lançado um excelente álbum de estréia "Big Deal", mas em "Life is a Big Holiday For Us" o que já era bom se elevou ao estado de obra prima.
Peguem o que há de melhor no hard rock setentista, misture com a crueza da garagera, adicione uma pitada de punk e uma colher de sopa do suingue stoneano. Essa é a receita dessa saborosa bolacha de rock n' roll. E se não bastasse, o recheio é feito à base de guitarras distorcidas que produzem riffs poderosíssimos que poderiam ter sido compostos por qualquer grande guitarrista dos anos 70. Um disco que de cara entra pra lista dos "clássicos" da cena independente nacional. "Life is a Big Holiday For Us" dá pau fácil em muito disquim de banda gringa. Se você curte os medalhões da década de 70 (Led/Sabbath/Purple) e as boas bandas de rock puro sangue como Hellacopters, Wolfmother e Datsuns, com certeza vai gostar do Black Drawing Chalks.

Ouça aqui.
Baixe aqui.

 

 
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Escrito por Alysson Fernandes   

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New York Dolls - Cause I Sez So

É público e notório que o New York Dolls foi uma das principais bandas do chamado proto-punk, dividindo os holofotes da santa trindade com Stooges e MC5. Os caras gravaram dois álbuns excelentes no início dos anos 70 e encerraram as atividades, só voltando a se reunir em meados dos anos 2000. Nesse tempo que ficaram separados, morreu mais da metade da banda. A formação que lança este "Cause I Sez So" é composta apenas pelo vocalista David Johansen e pelo guitarrista Sylvain Sylvain da formação original. O álbum foi produzido Todd Rundgren, lendário produtor que comandou as gravações do debute dos Dolls. Neste novo play os caras estão pra lé de contidos. O disco é recheado de baladas, salvando apenas 3 rockões vigorosos: as duas faixas iniciais e  "Exorcism of Despair" que fecha o álbum. Um disco irregular muito aquém do que os Dolls foram um dia, mas pelo histórico dos caras vale a conferida.

 
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