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Evolução - Texto de Lucas Cyrino PDF Imprimir E-mail
Escrito por Douglas Rodrigues   

Grito Rock Guaxupé 2010 - Foto de Gustavo Dias

 

Recebi na sexta-feira um email que de certa forma me emocionou. Fui imediatamente remetido à minha adolescência, e vários desdobramentos que aconteceram desde lá no cenário da arte e cultura local.

O texto é de um parceiro nosso, Lucas Cyrino, que lá da cidadona em São Paulo acompanha o movimento, cá em Guaxupé.

Um salve ao nosso querido amigo. Você fez e ainda faz parte desse movimento.

Tamo junto!

 

Evolução

Lucas Cyrino

Os finais de semana eram sempre semelhantes. Dificilmente as pessoas se ligavam, combinavam algo, mas sempre se encontravam no mesmo local: O antigo Fórum de Guaxupé. O horário? Sempre nas madrugadas. As pessoas? Um grupo de quinze, vinte pessoas. Todos bem diferentes, mas que tinham algo em comum: A vontade de fazer algo diferente de tudo que acontecia na cidade.
O rock era o algo a mais que movia tudo aquilo. Era o combustível de uma turma com uma média de idade de 16, 17 anos. Ali se discutia de tudo, ou nada. Camiseta preta, algumas cervejas e muita conversa. Alguns jogos, muitos ídolos. Morrison, Cobain, Harris, Lennon...muitos outros. Todos queriam ser como eles. Nos vestíamos como eles, agíamos como eles.
Praticamente todos tinham bandas. Praticamente todas as famílias suportavam os sons que saiam de guitarras, baixos e baterias ainda crus, inocentes e sem muita harmonia. Para quem tocava, parecia que Woodstock havia renascido, ali mesmo, com amplificadores baratos, baquetas quebradas e vizinhos emburrados.
Lógico que a sala de casa de um, o quintal do outro, a garagem daquele lá sofria um pouco mais. Lógico que com o tempo a casa, o quintal ou a garagem não reuniam o público desejado. Ai surgiu o Suba Mais, o primeiro bar a dar apoio. Tudo meio que improvisado, tudo como todos queriam. Menos a polícia. Muitas vezes ela aparecia. Muita gente menor de idade. Correria. Não era fácil essa vida de rock star. Não que eu fosse, mas acompanhava.
E acompanhava cada vez mais de longe. Mudei de cidade, vi cada vez menos os amigos daquela época. Participei e conheci menos do que continuava, ou do novo que surgia pelas ruas da cidade. Alguns também se mudaram.Sumiram, até mais do que eu. Mas alguns ficaram.
Conseguiram novos adeptos. Sangue novo unido ao sangue velho. E da clandestinidade, algo que soava ilegal, o rock virou força em Guaxupé. Ganhou festivais. Público, gente. Profissionalismo. Hoje há um movimento. Algo que há seis, sete anos era somente sonho, rebeldia. Bons tempos, do que, alguns chamavam, coisa de vagabundo, mas que construiu alguma coisa.


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Comentários (2)
2 Qui, 25 de Março de 2010 13:55
fAbiN

Um salve pros "Palhaços de Preto"


 


 


É nóis!!!


 


 


 

1 Seg, 22 de Março de 2010 23:23
torres
clap clap clap