On the Road: o manuscrito original Autor: Jack Kerouac Editora: L&PM Preço em média: R$59,00Passados mais de cinqüenta anos da publicação de On the Road, a L&PM Editores apresenta agora On the Road: o manuscrito original. Trata-se da primeira versão da obra-prima de Jack Kerouac, escrita em 1951, seis anos antes de ser editada pela Viking Press, editora norte-americana que publicou o livro com cortes e modificações. A obra relata a road trip que Kerouac, na companhia do escritor Neal Cassady, do poeta Allen Ginsberg e de outros amigos, fez ao cruzar os Estados Unidos de 1947 a 1950. Mais cru, mais selvagem e mais sexualmente explícito, On the Road: o manuscrito original apresenta diferenças cruciais em relação à versão publicada em 1957. A principal delas é a revelação dos nomes verdadeiros dos personagens como, por exemplo, o de Dean Moriarty, que na versão de 1951 aparece como Neal Cassady, assim como o do personagem Chad King, que na versão original aparece como Allen Ginsberg. Outra diferença está no estilo, marcado pelo que Kerouac chamou de "prosa espontânea", ou seja, um modo de escrever que se aproxima do fluxo de consciência - na versão original muito mais puro do que na conhecida por todos.
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Dezembro é um mês de homenagens a Frank Zappa. Na última quinta-feira, dia 4, sua morte completou 15 anos, e dia 21 de dezembro, se estivesse vivo, o músico faria 68 anos. E os tributos costumam ser os mais incomuns. Afinal, quantos rockstars que você conhece dão nome a um planeta? Bom, não muitos - na verdade apenas um: Frank Zappa, que batizou o planetóide 3834 Zappafrank - localizado no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter. Além de um segundo asteróide, Zappa serviu de inspiração na hora de nomear uma nova espécie de aranha, uma recém-descoberta água viva... As homenagens ao músico, morto há 13 anos, seguem também fora do mundo científico - como o livro-tributo Zappa - Detritos Cósmicos, organizado pelo reverendo Fabio Massari, o maior especialista no bigodudo de Baltimore ao sul do Equador. São 38 colaboradores, entre ilustradores, músicos, jornalistas, quadrinistas, escritores e outros fãs de carteirinha de Zappa, cada um contribuindo com a sua parte: reminiscências históricas, teorias descabidas, lembranças de adolescência, tudo girando em torno da obra e lenda de um dos músicos mais criativos da cultura pop. Para adquirir o livro clique aqui.
Fonte: Conrad Editora
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Técnicas de Masturbação Entre Batman e Robin Autor: Efraim Medina Reyes Editora: Planeta
Quem seria o homem latino-americano deste novo milênio? O homem cercado pela violência urbana, onde seus ícones nacionais já não valem porcaria nenhuma, o tal fantástico do continente virou pó, o fracasso é seu companheiro mais fiel, a lobotomia pop está enraizada nos seu subconsciente mais profundo. Emerge então, um novo homem (mulher também), totalmente reformado, libertário. Sua alcunha agora é cínico latino-americano.
Um ser auto-irônico, ultra-arrogante, cerebral e de limites frouxos. Assim é o latino-americano do colombiano Efraim Medina Reyes em seu pungente livro Técnicas de Masturbação Entre Batman e Robin (Editora Planeta, 296 págs, R$ 37, em média). Há motivos de sobra para prestar atenção no que Reyes escreve e na maneira como escreve.
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O Prof. Michael Stoll escaneou todas as páginas do livro Beatles Illustrated e colocou no seu Flickr.
Psicodelia pura. Confere ae:
Vol 1: http://flickr.com/photos/mstoll/sets/72157604288383293/ Vol 2: http://flickr.com/photos/mstoll/sets/72157604357922937/
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Mesmo Delivery Autor: Rafael Grampá Editora: Desiderata
Sangue, brigas, o demônio, um caminhão e uma carga enigmática. São algumas das figuras que povoam Mesmo Delivery, álbum do brasileiro Rafael Grampá que dá o pontapé inicial na sua carreira solo no mundo das HQs. Tudo começa com um motorista de caminhão e seu colega de viagem levando uma carga enigmática por uma estrada no meio do nada. Uma parada para mijar acaba em briga, com direito à espadas, sangue e corpos retalhados, além da revelação da carga misteriosa, o que nos remete ao universo de Quentin Tarantino. Grampá é um ilustrador fantástico. O desenho detalhadíssimo – preste atenção nos cenários, no fundo de cada quadro – mistura Paul Pope, Geoff Darrow, toques de Frank Miller e narrativa de mangá de ação, dos mais acelerados. A narrativa é precisa: você sente o tempo congelar quando as cenas de ação estão para começar. A matança é embalada por Elvis Presley – a letra de "A Little Less Conversation" se mistura às imagens. Antes que você perceba, a HQ de 56 páginas acaba, como aqueles curta-metragens que você gostaria que fossem longas, mas que você sabe que estão perfeitos daquele tamanho. Este ano, Grampá foi à San Diego (EUA) e voltou com um Eisner (espécie de Oscar dos quadrinhos) nas mãos – juntamente com os irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá. O três são os primeiros brasileiros a ganhar o prêmio. Já Mesmo Delivery corre o risco de concorrer no ano que vem na categoria "Melhor História Curta", que premia o melhor das histórias geniais e despretensiosas do mercado norte-americano. Se for pelo falatório que está gerando entre quadrinistas e críticos, já tem a indicação confirmadíssima. O certo é que Grampá já garantiu seu passe para as grandes editoras dos EUA e desponta como o novo grande talento nas HQs.
Fonte: Omelete / Érico Assis
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