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Artur (Cabruêra) voando com a música "Carcará"
Salve! Talvez seria melhor escrever a seguinte história nos moldes da literatura de cordel, mas não conseguiríamos contar os detalhes do espetáculo que aconteceu aqui. Uma semana depois e a ficha ainda não caiu. Mas vamos lá...
Finalzinho de março, Coletivo Beerock consegue a honra de receber a primeira tour independente, não sei se da história da cidade, mas a primeira este que vos escreve veria em sua geração. E começam os corres e preparativos. Entre reuniões, telefonemas, participações e ansiedade, os dias passam em piscar de olhos e logo estamos na véspera. Passando em frente ao Teatro Municipal no dia 14/04, a prosa ia longe, e pensávamos: "Será aqui". Já estava tudo acertado. O equipo de som seria o mesmo do Grito Rock e dessa vez ainda conseguimos mais parcerias, para a hospedagem do pessoal da tour e para a alimentação da galera, em um restaurante bacana. Essa última comentarei mais a seguir.
No dia da festança corremos para o municipal para montar os lances e mais uma vez o apoio dos parceiros da Seven Keys foi fundamental. Carregamos todo o equipamento, acertamos (quase) tudo e nosso milagreiro técnico de som Fabinho passa por lá pra benzer a casa. Ele não poderia ficar até o final do evento pois teria uma sessão de gravação em seu estúdio. Mas o cara fez questão de passar no teatro. Parceiro demais. Quase 18 horas no pé da montanha e vejo a van apontar lá longe na avenida Conde Ribeiro. Aceno clássico "rock n' roll" e reencontro com os amigos Rafa e Gustavo, do Massa Coletiva de São Carlos. Ali já fomos proseando com o pessoal das bandas e equipe, descarregando os equipos da tour e correndo para arredondar o som pra hora do espetáculo. Dois dedos de prosa com o Gabriel, do Enxame, e armamos a banquinha ali na entrada. Em uma das viagens entre a van e backstage, o Rafa me pergunta de surpresa sobre a Noite FDE e a única coisa que conseguia pensar é que seria histórica. Ele estava a gravar a prosa.
Correndo de um lado para o outro e de repente, nos deparamos com a necessidade de conseguir alguns cabos. Nessa hora outro santo padroeiro do Beerock, Júnior (conhecido como "Juninho do Som") passa EM FRENTE à casa e ali dá um help pra gente. Conversando com Gustavo, descobrimos que ainda precisaríamos de mais cabos. Lembram aquele ensinamento que diz que "quem tem amigos não precisa se preocupar"? É vero. Bastou um telefonema e encontramos o Jr. novamente na clássica quermesse do mês de abril em Guaxupé. Mais dois eternos minutos e já estávamos novamente no teatro. Tudo pronto. O público começa a aparecer na praça em frente ao teatro. Olhando da janela, era possível ver vários garotos usando roupas pretas, camisetas de banda. Nostalgia.
As portas se abrem e começam a entrar pessoas de várias idades, de 15 a 50 anos. Os mais velhos chegaram primeiro, inclusive. A acreana Caldo de Piaba começa a frasear sua sonzeira, e o que mais se vê na platéia são sorrisos de satisfação. Como costumamos dizer por aqui, os caras "derretem" a sala de espetáculos e arrancam aplausos de todos que lá estavam. Lindo de ver! Hora da psicodelia da Paraiba Burro Morto subir ao palco. A banda funde o som ao nosso teto de luz do Planetário Beerock, e faz o teatro levantar vôo. Após voltar da viagem sonora, o público de quase 150 pessoas não acredita. Encerrando a noite, sobe a também paraibana Cabruera. Com a interação do público, o show dos cabras é emocionante e delirante até o final. Em um dos momentos marcantes dessa histórica noite, Artur do alto dos amplificadores voa cantando a música "Carcará". O público "avoa" junto. Depois dos 3 espetáculos, muita prosa, troca de idéias, a banquinha moendo em vendas e quem lá estava ainda não conseguia acreditar no que acabara de acontecer.
Bem, tudo guardado na van e é hora de ir jantar. Chegando no restaurante parceiro tudo já estava preparado e o pessoal começa a comer, pois saco vazio não pára em pé. Ao final da refeição a simpática Dona Lindaura pergunta se está tudo certo, e nossos ilustres convidados respondem com palmas. Lindo de ver. [2] Finalmente a galera vai pro hotel pra descansar. No outro dia seguiriam para Franca.
O Beerock gostaria de agradecer a todos que lá estiveram, participaram, contribuíram anonimamente ou não, para que essa noite fosse possível. Um salve também para a Divisão de Cultura, representada pelos parceiros Marcos David e Luis Renato Braga. Os caras chegaram visivelmente cansados de viagem, mesmo assim passaram no teatro para saber se tudo corria bem. Outro salve ao Mauri, que estava a viajar no dia, mas que tem sido um parceiro de tempos e caminho. Enfim, um agradecimento enorme ao Circuito Fora do Eixo, um salve agradecido para as bandas Caldo de Piaba, Burro Morto e Cabruêra pelo espetáculo que aconteceu e que ainda ecoa no pé da montanha. E o Coletivo Beerock segue a caminhada, com passos que suas pernas permitem. Perdoem os possíveis erros no texto. Ainda não assimilamos o que aconteceu na histórica noite do dia 15/04. Tamo junto na missão.
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