No rolê independente sem fronteiras me deparei com uma banda bem massa da Romênia, a Kumm. Trombei o bando na net e troquei algumas idéias com o pianista Kovacs Andras e mais ainda com o saxofonista Mihai Iordache. Os caras contaram como é o cenário independente romeno e das inflluências musicais por lá. A banda começou tocando rock progressivo em meados de 1997 e posteriormente foi guinando para uma escrita musical mais simples. Observando em miúdos nota-se que sem perceber a Kumm se encontrava na vanguarda da nova música alternativa e independente, influenciando muita gente com sua sonoridade.
Sobre o cenário musical, Iordache contou que em meados de 60/70 o país foi muito influenciado pela onda progressiva inglesa e estadunidense, onde artistas tocavam por vários cantos da Alemanha Oriental e Rússia (então URSS), por várias vezes utilizando instrumentos artesanais, tocando a preços módicos, mas com idéias nada modestas como óperas rock e sons conceituais.
Nos anos 80 o Hard Rock e Metal começam a aparecer e a galera juvenil passa a adotar uma postura mais radical, o que chama a atenção de autoridades. Nesse mesmo sopro estava o New Wave que no cenário contava com várias bandas interessantes. Mas como a Romênia marchava rumo ao comunismo, o podão passou de forma avassaladora no cenário musical de lá.
Após a queda de Ceausescu em 89 e da transição para o que Iordache se refere como "uma espécie de democracia" algumas bandas que já haviam se destacado na TV e rádio começam a ganhar proporção, ao mesmo tempo que vários outros nomes começam a surgir. As bandas que não estavam nesse "pedestal" começam a caminhar com os próprios pés e a se promover para atingir melhor o público, processo que é aguçado ainda mais com a expansão da internet pelos lados de lá. Com o cenário fervilhando surgem novas casas de shows e a galera começa a sacar o que acontece no mundo todo.
A Kumm aparece um pouco antes dessa revolução da comunicação, com particularidades que a diferencia dos grandes nomes apresentados nos populares meios de difusão. Prosseguem então com uma postura mais under, tocando bastante e produzindo nos seus próprios moldes. "Pensamos que a melhor atitude para uma banda é tentar chegar ao maior número possível de pessoas, sem comprometer sua música", afirma Iordache. E no final de 2009 os romenos lançam seu 5º disco "Far From Telescopes", que você pode baixar aqui no site do Beerock. Logo armaremos uma entrevista, vamos destrinchar o trabalho mais recente e prosseguiremos na prosa com os caras. Afinal, a Romênia é logo ali. Do it together.
DVD/CD: Garage Fuzz - Definitive Alive Gravadora: Ideal Records e Flame Discos Ano: 2009
Pré-venda DVD/CD Garage Fuzz:
O DVD mais esperado do ano já está disponível para pré-venda com exclusividade na Ideal Shop!
É difícil quem não considere a banda Garage Fuzz como referência para o hardcore Brasileiro, após 18 anos de estrada a banda registra um show histórico e lança seu primeiro DVD.
Por R$30 você leva para casa um DVD com a filmagem do show ao vivo do Garage Fuzz, gravado em Santos/SP em 2008, e também um documentário que narra toda a trajetória da banda. E ainda vem junto um CD com músicas inéditas, regravações e sobras do show ao vivo. Agora tá valendo!!!
A previsão de entrega da pré-venda é para o dia 18/12/2009.
Ricardo “Those” Sarcinelli. Vocalista e letrista da banda Poison God.
O Poison God lança em julho seu primeiro álbum. “Daemoncracy” apresenta uma banda perigosa, técnica e pesada. Podemos afirmar sem erro que hoje o Poison God pratica um som único, resultado do encontro de suas influências do death e thrash metal dos 80’s aliadas a uma concepção vanguardista. As letras e todo o ambiente criado para “Daemoncracy” passeiam por um Estado totalitário e opressor que controla a população através do medo, da ignorância e do uso desmedido da força bruta. As obras “V de Vingança” (Allan Moore e David Lloyd), “1984” (George Orwell) e “Admirável Mundo Novo” (Aldous Huxley) serviram de base para a criação do conceito do álbum. Nada será como antes. Bem-vindos ao novo governo!
Disco que mudou sua vida: KISS “Creatures Of The Night”: na época o heavy metal era um estilo marginal e o KISS iria tocar no Brasil. “Creatures...” estava estourado em todo o mundo e lembro que na escola montei uma “bandinha cover” com mais 3 colegas...devíamos estar na primeira série! Numa apresentação para os pais lembro-me de ter levado bombinhas, destas de São João, no bolso que joguei no meio dos pais. Minha maquiagem era do Gene Simmons....sempre gostei mais do “lado negro da força”. Esse disco é a pedra fundamental da minha opção musical.
Pra ouvir no verão: Bon Jovi “Slippery When Wet”. Esse é o típico álbum clássico de Hard Rock “Farofa” que eu adoro. O Bon Jovi é uma das bandas que eu mais gosto pois eles constróem as músicas de forma proposital para serem hits e isso é muito difícil. Além do mais Jon e Dave são exímios vocalistas. Bon Jovi é foda! Pra ouvir em dias de chuva: Pink Floyd “The Final Cut”. Apesar de “The Wall” ser uma unanimidade quando o assunto é Pink Floyd, meu álbum favorito é o “The Final Cut”. Roger Waters conduziu um álbum conceitual, intimista e cheio de nuances depressivas. Excelente disco!.
Pra ouvir dirigindo: AC/DC “Back In Black”. Porra, esse muda a toda hora pois adoro dirigir ouvindo álbuns de Hard Rock e este é um dos favoritos. Mas dependendo da duração da viagem pode rolar algo mais leve ou mais pesado. De qualquer forma o AC/DC destrói!
Pra transar: Marvin Gaye “What’s Goin On”. Marvin Gaye é um artista incomum. Só de botar um cd dele pra tocar a mulher já vai abaixando as calcinhas! E vc ainda marca pontos no quesito “bom-gosto” porque isso aqui é música de altíssimo nível.
Pra ouvir chapado: Motörhead “Ace Of Spades”. Poderia ser qualquer um do AC/DC também, mas o Motörhead é foda! Poderia também ser qualquer album dos caras, só escolhí este por ser clássico absoluto , mas o que vier junto com cerveja e whiskey é bem-vindo!
Pra ouvir numa forte deprê: Depeche Mode “Songs Of Faith And Devotion”. Depeche Mode é uma das minhas bandas favoritas. Dave Gahan é meu vocalista predileto. Obviamente isso nada tem a ver com metal, mas meu universo musical não se limita a estilos. Também não sei o que é depressão, mas quando estou “meio pra baixo” gosto de ouvir este álbum fantástico. Disco que salvaria da sua casa pegando fogo: No caso de só restar uma cópia: Poison God “Daemoncracy”. O caralho que eu vou deixar pegar fogo no meu disco. Os outros eu compro depois! Disco pra inspirar: Carcass “Heartwork”, Morbid Angel “Blessed Are The Sick” e Obituary “Slowly We Rot”. Antes dos shows costumo escutar estes albums . Prá mim os melhores trabalhos de Death Metal já produzidos. Pra quebrar tudo: Slayer “Reign In Blood. Banda e álbum dispensam maiores comentários. Deuses. Disco pra todos os momentos: The Beatles “Abbey Road”. O melhor álbum já lançado, em todos os tempos.
Confiram os discos que mais fazem a mente de Wesley Soares, o “Leko”, compositor e guitarrista solo da banda Lothlöryen. Disco que mudou sua vida: The Number of the Beast. Meu irmão comprou o cd e agente num tinha nem aparelho pra ouvir. Então íamos na casa de um amigo mais playboy e ficava pirando com o Maiden até gastar a bolacha. Pra ouvir no verão: Slave to the Grind (Skid Row). Baladas como In a Darkened Room ou músicas como Psycho love e livin´ on a change gang me lembram praia, mulherada, cervejas. Pra ouvir em dias de chuva: Wake of Magellan (Savatage). Nada melhor que a trilha sonora da viagem do navegador espanhol Magellan pra animar os dias de chuva. Jon Oliva e Zack Stevens rules...
Pra ouvir dirigindo: Black Album (Metallica). O único problema é não meter o pé no acelerador em pedradas como Enter Sandmen, My Friend is Misery e Sad But True.
Pra transar: Blaze of Glory (Jon Bon Jovi). Acho que nem precisa falar mais nada, hehe.
Pra ouvir chapado: The Best of (The Doors). Jim Morrison inspira as bebedeiras. Uma vez assisti ao filme sobre ele e depois fui num show do Jethro Tull Cover. Fim da festa: Chapeira e náuseas, hehe.
Pra ouvir numa forte deprê: The Cold White Light (Sentenced). Pra mim e pra muitos, o Black Álbum do ano 2000, porém com uma conotação deprê e um Q de humor negro. Disco que salvaria da sua casa pegando fogo: Nightfall in Middle Earth (Blind Guardian). Se tivesse que escolher uma última coisa pra ouvir na minha vida seria esse álbum com certeza.
Disco pra inspirar: Nighfall in Middle Earth (Blind Guardian). Se um dia eu conseguir 10% da genialidade contida nesse álbum, tenho certeza que a Lothlöryen emplaca um clássico, hehe. Pra quebrar tudo: The Number of the Beast (Iron Maiden). Poderia citar qualquer outro do Iron, com exceção do Virtual XI. Sou aficcionado, pirei no álbum novo e pra mim os véinho ainda quebram tudo di cum força. Disco pra todos os momentos: Dark Side of the Moon (Pink Floyd). Me diga que momento não é apropriado pra ouvir solos do mestre Gilmour, as viagens bem compostas do Wright, a coesão de Nick ou as inspirações e anseios do nosso amigo Waters?