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China - Simulacro (2007)

Candeeiro Records


"Heim, Chico, tu tá ligado no que é simulacro? É aparência, imitação; é reprodução imperfeita, visão sem realidade; é o mesmo que o cara tá vendo, mas já é outra coisa, que o cara não vai ter nunca na mão, entendesse? É como se fosse falso, ao mesmo tempo original, ao menos tempo fantástico, ao mesmo tempo fantasioso. (...) É conversa pra doido; É do mimeografo até a máquina de xérox. É fingimento, disfarce, simulação, artificial, nada do que é concreto, tá ligado. (...) Eu quero é seguir simulando o que é humano". "Pastiche", China

"Pastiche" é a décima faixa de "Simulacro", primeiro álbum cheio do cantor recifense China. Ela encerra o disco de forma conceitual, e joga na mesa as cartas com que o cantor decidiu (re)trabalhar sua musicalidade aberta inicialmente com o Sheik Tosado e o álbum "Som de Caráter Urbano e de Salão", em 1999, levada adiante com o EP "Um Só" (2003), e consagrada com as boas releituras do Del Rey para canções de Roberto e Erasmo durante noites de baile por todo o País.
Se em "Um Só", China avançava quilômetros em relação ao Sheik Tosado, mas ainda respirava influências de Nação Zumbi e Mundo Livre S/A (mais o segundo) em sambas experimentais com poderosas guitarradas – cujo destaque é uma belíssima versão de "Samba e Amor" (Chico Buarque), "Simulacro" bate em um liquidificador as bandas supracitadas e também psicodelismo, Jovem Guarda, samba, programações eletrônicas e rock dos sessenta e setenta. A mistura joga a isca sobre o passado e pesca futurismos em um álbum dançante que é ao mesmo tempo falso e original (o que o coloca em perfeita conexão com o mundo atual).
A produção de Pupillo (Nação Zumbi) é brilhante. Pupillo já havia co-produzido a estréia de China com o Sheik Tosado, e sua produção cuidadosa é uma das responsáveis pela alta qualidade de "Simulacro". Outro ponto que ajuda ao produto final é o repertório que aposta em refrões ganchudos e faixas dançantes na medida entre o pop e o esquizofrênico. Junto com China e Pupillo estão Rafael B. (Bonsucesso Samba Clube), Spok, Erasto Vasconcelos, Rica Amabis e os amigos do Mombojó (Chiquinho, Marcelo Machado, Felipe S. e Vicente Machado), que dividem com o vocalista o projeto Del Rey.
"Um Dia Lindo de Morrer" abre o álbum de forma inspirada. China joga seu corpo no espaço enquanto os guitarristas Marcelo Machado e Bruno Ximarú contaminam a melodia de efeitos e riffs enquanto Pupillo faz marcações precisas na bateria. O mesmo trio (acompanhado do baixista Hugo Gila e dos teclados de Chiquinho) acelera na excelente "Jardim de Inverno", cujo refrão lembra Tim Maia dos bons tempos. "Sem Paz" segue a linha das anteriores: instrumental perfeito e um refrão matador com China cantando: "Cansei de ter razão demais / cansei de ser um perdedor sem paz".
"Asas Nos Pés" lembra Nação Zumbi e abre as portas para a poderosa "Câncer" e seu verso de abertura chapante: "Acendo um cigarro e o vício é tudo que você deixou pra mim / Você virou fumaça em meu peito, nicotina em meus dedos". Erasto Vasconcelos declama a abertura da declamada "Colocando Sal Nas Feridas", que avisa: "O meu caminho é um só e eu preciso seguir". Os teclados fazem a cama para "Durmo Acordo" enquanto o samba bossa serve de base para as deliciosas "Canção Que Não Morre No Ar" e "As Ondas Não Chegam Nos Pés".
"Simulacro" se insere numa cena de jovens músicos que usam o passado como ponte para o futuro, não dispensando o conhecimento adquirido muito menos as novas tecnologias. É um álbum poderoso irmão dos dois discos do Mombojó, do lançamento homônimo do Fino Coletivo (e dos discos de Wado), do projeto Maquinado, do guitarrista Lúcio Maia (Nação Zumbi). Traz um repertório para dançar e se encantar. Foi lançado no primeiro semestre pelo selo independente Candeeiro, e agora se encontra disponível para download gratuito na revista online MP3 Magazine. A qualidade musical a um clique do mouse. Pressione o botão esquerdo sobre o link e seja feliz.

Download aqui: http://mp3magazine.com.br/download.jsp?idDisco=142

Fonte: Coluna Revolution / Resenha por Marcelo Costa
 
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Safari Hamburguers - Who’s Your Enemy Anyay? (2007)

Cogumelo Records

Em 1993 um álbum chamado “Good Times” chamou a atenção da cena hardcore brasileira. Treze faixas do melhor HC Old School com diversas influências, de Bad Brains a Fugazi, no mesmo nível do que era feito lá fora. Tratava-se do único disco da banda santista Safari Hamburguers. Lançado em vinil, a obra acabou virando relíquia, o grupo encerrou atividades em 1997 e tudo levava a crer que ficaria apenas na lembrança de quem freqüentou a cena naquele período. Mas em 2006, o Safari voltou reformulado, com o experiente vocalista Porto, o remanescente da formação original Antônio Atibaia (guitarra), Diogo (baixo), Higor (guitarra) e Fábio Pupo (bateria) - Porto e Atibaia já tocaram em outra banda bastante respeitada no circuito, a também decana White Frogs.
Após shows incendiários e muitos ensaios, começaram a pintar novas composições. Para isso, teve papel importante Zé Flávio, figura carimbada da cena santista, membro fundador do próprio Safari, Psychic Possessor e tantas outras formações, que participou ativamente na criação de algumas faixas de “Who’s Your Enemy Anyay?”, primeiro trabalho autoral do grupo após quatorze anos, que destila em pouco mais de dezesseis minutos todo o arsenal de influências através de porradas no talo com letras diretas cantadas/berradas em inglês.
São sete inéditas e mais a regravação de “Shelter of a Fool”, presente anteriormente na coletânea “No Major Babes Vol.1”. Só a faixa de abertura “Screaming For A Peace” já vale o investimento, mandando o recado de forma avassaladora. Outras pérolas como “Green Card”, “Shelter Of A Foul”, “Revolution” e “World Without Direction” seguem o mesmo caminho e garantem o pogo do fim de semana. Não há novidade no som do quarteto, mas sim o que de melhor pode se esperar de uma banda de hardcore acostumada a cachês irrisórios (quando rolam) e completamente se cagando para o esquemão de grande gravadoras, afundadas no próprio buraco que criaram. O negócio dos santistas é outro: honestidade, raça, velocidade e volume máximo, como sempre devia ser.
Para deleite dos fãs, o CD inclui um bônus com todas as faixas de “Good Times”. Destaque para a ótima capa (feita por Atibaia), com tanques de guerra enfileirados, e o encarte, que contém todas as letras de ambos os álbuns – ao virar o encarte de ponta cabeça, encontra-se no outro lado a capa do antigo LP. Enquanto bandecas utilizam a alcunha “HC” sem conhecimento de causa, o Safari segue na ponta do gênero no país, dando um chute na bunda de emos e afins.

Mais infos: www.safarihamburguers.com.br

Fonte: Poppycorn / Resenha por: André Azenha
 
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Hurtmold - Hurtmold (2007)

Lançado pela Submarine Records e com distribuição da Tratore, o disco leva o nome da banda e foi gravado e mixado no estúdio El Rocha, em São Paulo, por Fernando Sanches e Hurtmold em março de 2007, com assistência de Philippe Fargnoli.
masterizado por Dan Stout e Wayne Montana no Colossal Mastering (Chicago). Desenho da capa e encarte por mário cappi. É o quinto registro do sexteto paulistano.

Faixas:

01. olvécio e bica
02. churumba
03. sapers
04. sabo
05. smootz da police
06. deni
07. halijascar

Mais infos aqui: www.submarinerecords.net
 
Feira da Pechincha PDF Imprimir E-mail
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Radiohead lança CD em que fã vai dizer quanto quer pagar por ele

A banda Radiohead acaba de lançar seu sétimo álbum, In Rainbows, no site oficial da banda. Em dez dias o disco estará disponível para download e o público decidirá quanto pagar por ele. O anúncio foi feito nesse domingo (30/9) com uma mensagem do guitarrista Jonny Greenwood: "Olá a todos. Bem, o novo album está terminado e chega em dez dias; Nós o chamamos de In Rainbows. Com amor de todos nós, Jonny."
A banda não decidiu quanto custará a versão para download e deixou o campo "preço" em branco, para que o consumidor decida quanto pagar por ele, caso decida fazer uma pré-compra.
Os fãs poderão escolher também se querem uma versão eletrônica ou uma "discbox". A primeira estará disponível 10 de outubro e a "discbox" até 3 de dezembro.
A "discbox" custa 40 libras e contém, além do novo álbum em CD, dois discos 12" em vinil. Há, também, um segundo CD contendo mais músicas novas, além de fotos digitais e arquivos de imagem com a programação visual do disco.

Confira a lista de música de In Rainbows:

15 Step
Bodysnatchers
Nude
Weird Fishes/Arpeggi
All I Need
Faust Arp
Reckoner
House Of Cards
Jigsaw Falling Into Place
Videotape

Neto
 
LOS PORONGAS PDF Imprimir E-mail

Losporon

 

Discão pra baixar na faixa:

www.videoblog.com.br/losporongas/disco.htm

 
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