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Entrevista: Chuck Hipolitho PDF Imprimir E-mail
Escrito por Alysson Fernandes   

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O portal da Ideal Shop realizou uma entrevista com Chuck Hipolitho. O ex-Forgotten Boys fala sobre sua nova banda "Vespas Mandarinas", o projeto paralelo "Love Bazucas" e seus trabalhos como produtor musical. Confira aqui.

 
10 perguntas - Ayuso (Monaural) PDF Imprimir E-mail
Escrito por Douglas Rodrigues   

Salve, galera.

Segue ae uma entrevista que armamos com o Ayuso, guita e voz da Monaural. Lascamos essa entrevista pois o clipe da música "De Nada" estréia hoje na MTV.

Segue a prosa.

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1 – Conte-me como surgiu a Monaural. Rolou alguma coincidência cósmica?

Ayuso: Com a nossa consciência é possível criarmos uma nova realidade. Na época era isso que a gente buscava inconscientemente. Queríamos nos salvar do tédio do dia-a-dia, da rotina do trabalho, da mesmice da música que já nos rodeava nas rádios, etc...

O convite partiu do nosso baterista, Herik, que já havia tocado comigo em um projeto Math Rock chamado, Atrito. A idéia inicial era resgatar algumas canções do Bionic Shoes e Estéreo, duas bandas que tive na final da década de 90, e assim fizemos.  Daí em diante surgiu o Monaural. Isso tudo foi em 2003.

 

2 - Algumas letras são bem densas, e riffs alternando calmarias e distorção. Como acontece esse processo?

Ayuso: Deve ser porque ouvimos muito nirvana em nossa juventude. Rs

Mas no geral o processo de composição das músicas é bem variado. Hoje optamos em compor em grupo, com ou sem alternâncias de distorção. O nosso foco é a mensagem que música tem a passar.

 

3 - Sabemos que vocês têm uma sonoridade forte, sonzera rasgada que lembra muito o começo do movimento de Seatle, no final dos anos 80 e começo de 90. Esse período da música, o que representa pra vocês?

Ayuso: Para mim esse período representa a transição da cultura punk-rock que acabou se difundindo com outras vertentes. Um aglomerado de jovens que resolveram dar um grande pontapé na industria do entretenimento da sua época. E tiveram êxito! Isso mudou o rumo da cultura do rock no globo, certamente.

Se hoje mais de 80% dos jovens da minha geração tocam em bandas, certamente foi porque se depararam com “Smells like teen Spirit” na sua televisão ou rádio.

 

4 - A Monaural já enfrentou dilemas com formação? Conta ai um pouco.

Ayuso: Certamente! Estamos passando por um nesse exato momento. Ainda é muito recente para comentar. Mas estamos tentando resolver da melhor maneira possível.

Eu me precipitei em divulgar a saída de Renata da banda via internet e no final de contas a gente acabou telefonando um pro outro e tivemos uma nova conversa. Vamos tentar fazer as pazes e sermos amigos. Voltaremos a ensaiar essa semana para ver o que acontece. Muita gente deve estar nos julgando, achando que é fácil não misturar as coisas.

Renata e eu tínhamos planos de casar e ter filhos e derrepente tudo desmoronou, consegue entender isso?

Não queremos misturar nosso lado pessoal com a banda, mas é meio difícil disso não acontecer...é tudo muito recente como disse antes. Decidimos tentar dar continuidade e estamos torcendo para que dê tudo certo.

 

5 - Como é o cenário por aí? Existem pessoas engajadas na produção e circulação de conteúdo?

Ayuso: Sim, existem pessoas engajadas, mas ainda acho a organização disso tudo muito primitiva e também não sou a favor do “critério” usado ultimamente pelos coletivos que visam dar essa circulação. Nós mesmos, não ficamos dependendo desses circuitos fechados. Buscamos organizar nossos próprios eventos, trabalhando em prol do que a gente acredita.

O mais interessante disso tudo é que existem centenas de sub-grupos de artistas e bandas tentando fazer isso e eu acredito que tudo isso seria muito mais fácil e relevante se todos se reunissem em um só grupo. O espírito coletivo, sem dúvidas é algo que vem surgindo naturalmente nos indivíduos no mundo todo. União é o caminho.

 

6 - Fale um pouco do "Expurgo", como foi gravar o lance.

Ayuso: Foi uma experiência interessante. Todos amadurecemos como músicos com todo o processo e graças a Clayton e Davi (produtores) conseguimos chegar aonde queríamos em questão de sonoridade. Expurgo é um disco sujo, denso e pesado, mas sem perder o brilho. Sempre curti esse equilíbrio entre o lixo e a jóia.

 

7 - Postamos o clipe "De Nada" quando rolou o lançamento na web. Como foi armar tal produção?

Ayuso: Isso ficou por conta do nosso amigo e produtor, Peniche. Ele quem teve a idéia de produzir e filmar a gente. Eu apenas pensei num roteiro e fomos trabalhando para que o clipe não soasse artificial. Queríamos cenas da banda tocando mesmo. Dai fizemos um ensaio e mandamos ver. Nos inspiramos na releitura de Alice no país das Maravilhas feita por Jan Svankmajer, mesmo a gente tendo usado stop motion em apenas um trecho do clipe...

 

8 - Man, e essa história de MTV? Do que exatamente se trata?

Ayuso: Trata-se que o clipe De Nada estréia nesse sábado (17/4) no LAB Br da MTV ás 11horas.

Muita gente veio comentar algo do tipo: “Nossa, tão ficando chiques hein! MTV e blá blá!”

Bem, a única coisa que achamos legal nesse lance é que sabemos o tipo de lixo videoclíptico e musical que vem rolando na emissora. Então nesse aspecto é super-relevante ter nossa música sendo vinculada. É como se fosse um grito: Vocês terão que nos engolir!

Todo mundo está sacando que os artistas independentes estão dominando o mercado, ou não? Então, chega de Bonadio cara! E todas essas merdas pré-fabricadas que fedem a lixo. Já passou da hora de boas bandas que fazem um som sincero ter seu espaço, não é mesmo?

 

9 - Como ta a dinâmica de trabalhos da banda? Conta ai os processos de produção atuais de vocês incluindo shows, Clipes e tudo mais.

Ayuso: Tudo virou uma enorme bagunça nesse momento. Material novo para gravar a gente tem e pretendemos gravar logo! Só não sabemos exatamente quando, mas estaremos dando continuidade na produção. O EP já tem nome, “Nexus Complexus” foi inspirado em uma das obras do escritor Henry Miller, mas não chega a ser conceitual. São Seis faixas inéditas. Uma delas é uma versão de Mr. Paranóia da banda paulistana Vaca de Pelúcia. Os temas das músicas abordam pela primeira vez, política e o lance social. Virei um neo-anarquista nesses últimos tempos. rsrs

 

10- Mande um salve ai pra galera de Guaxupé, e conta ai de quando vocês quase colaram aqui pra ver o show de outra banda.

Ayuso: Um salve para a galera de guaxupé e sobre essa história que a gente quase colou eu não me lembro mais, esqueço fácil às coisas. Sou um lesado. Acho que era em um show do Água Pesada?

Obrigado pela oportunidade e esperamos poder estar excursionando em Minas Gerais em breve. Valeu!

 

Beerock: Valeu man, tamo junto!

 

 
Entrevista com Fabrício Nobre PDF Imprimir E-mail
Escrito por Alysson Fernandes   

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Sócio da Monstro Discos, atual presidente da Abrafin e vocalista do MQN, Fabrício Nobre é destaque no site da revista Trip. Em entrevista ao repórter Cirilo Dias, Nobre revela todos os detalhes de sua carreria: dos primeiros shows à presidência da Associação dos Festivais Independentes e à sociedade na Monstro.

Para conferir, acesse a Revista Trip

 
Entrevista: Edgard Scandurra PDF Imprimir E-mail
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Edgard Scandurra, guitarrista do Ira! falou recentemente ao e-zine Scream & Yell. Na pauta, o disco novo "Invisível DJ", 25 anos da banda, rock brasuka, etc. Confiram:

Suas guitarras estão bem marcantes neste disco, você escreveu várias letras, enfim, teve uma participação destacada na elaboração do álbum. Como foi esse trabalho?
Sou o maior compositor do Ira! e, de certa forma, a banda me delega um poder. Então, entre o nosso último disco de estúdio e este, me lembrei de uma frase do Homem Aranha, que todo poder gera responsabilidade. Depois de seis anos sem um disco de inéditas, eu queria fazer um CD forte, que tivesse pegada, uma sonoridade rica, letras importantes, enfim, que não fosse um disco a mais em nossa carreira e passasse batido. Queria que fosse um disco marcante, que as pessoas pudessem ouvir por muito tempo, que influenciasse novas gerações. Isso me fez arregaçar as mangas e trabalhar muito, porque eu queria uma pegada que transcendesse a coisa simplesmente do pop. Depois do sucesso do "Acústico", você pode achar que tem que manter um status, então pode sucumbir a uma fórmula. Em vez de ser uma banda autoral, pode virar uma banda intérprete, gravando discos como se fossem cantores da MPB. Quis encabeçar esse projeto justamente para não cair a peteca, para que fosse um disco contundente, que fizesse a galera saudosa dos outros discos do Ira!, ou o público jovem, ter em mãos um trabalho autoral, de peso.

Dá para dizer então que você vestiu a carapuça do invisível DJ?
É verdade. De certa forma, o objetivo de fazer com que o disco vire uma trilha sonora da vida da gente dá munição para que se vire esse invisível DJ. É um trabalho que tem a característica de ter músicas que marquem as pessoas, que deixem registrado esse nosso momento de pesquisa. É um disco que vem tirar um certo atraso. O "Acústico" foi maravilhoso, mas ficamos quase dois anos tocando violão. É incrível ganhar dinheiro tocando violão. (Risos) É ótimo, mas a gente é muito mais que isso. É importante resgatar a nossa pegada rock'n'roll, nosso lirismo, nosso romantismo, nossos sonhos e colocar tudo isso num disco.
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Calanca fala sobre o SP Metal PDF Imprimir E-mail
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Luiz Calanca, idealizador e proprietário do selo/loja Baratos Afins foi entrevistado recentemente pelo portal Whiplash. Segue abaixo, trecho da entrevista em que ele fala sobre um dos grandes clássicos do metal nacional, os discos da série SP Metal.

O lançamento dos dois volumes da coletânea “SP Metal” nos anos oitenta foram fundamentais para a popularização e a consolidação da música pesada no Brasil. Conta pra nós como foi todo o processo na época, com escolha das bandas, lançamento e repercussão do disco ao longo dos anos.

A escolha foi muito natural. Acabei escolhendo as bandas que estavam mais envolvidas com o movimento. Nesta época eu andava com um gravador de rolo por todo lado e registrava tudo. Abríamos espaços para tocar no bico do coturno.
Nesse período o Antônio Celso Barbieri era um cara que empresariava essas bandas, arrumando shows nos espaços mais inimagináveis possíveis. Qualquer buraco que tinha uma tomada lá estávamos nós. O espaço maior era talvez a Praça do Rock, no parque da Aclimação. Tinha show todo último domingo do mês, e as reuniões para escolha das bandas que iriam tocar ou eram feitas na Baratos Afins ou no Jornal do Cambucí.
A escolha era honesta e justa, tanto é verdade que o espaço da Praça quem primeiramente conquistou foi o Dalam Júnior, da banda Mercúrio, que também tocou lá e ficou de fora do disco.
A Praça começou a atrair o grande público e, consequentemente, o interesse de patrocinadores. Uma companhia já estava vendendo dois caminhões cheios de cerveja e, não contente, mudou a praça para um espaço maior, que era o Parque do Carmo, na zona leste de São Paulo, contrataram bandas já famosas e passaram a pagar cachê (os fundadores e idealizadores nunca ganharam nada). Bandas como a Gang 90, que fazia sucesso na novela da Rede Globo, a “Perdidos na Selva”.
No segundo e último evento da nova praça teve o episódio em que a platéia quebrou todo o equipamento devido a não apresentação da banda Made In Brazil. Tudo porque a produção não tinha equipamento de palco e eles se desentenderam com a banda Salário Mínimo, que não quis emprestar a bateria.
Voltando ao disco, no volume dois teve a desistência de uma banda da pesada que faria o Sepultura soar como uma orquestra sinfônica, o Cérbero, e eles neste período já estavam vendendo os instrumentos que tinham para ir para os EUA. O convite foi feito e eles aceitaram, mas entre o projeto e a realização de um disco levava muito tempo e eles acabaram dando lugar ao Korzus (só para lembrar, eles estão gravando um álbum com um repertório da época e também deixaram um registro ao vivo gravado no Rainbow Bar).
O nosso disco “SP Metal Volumes 1 e 2” não tinha muita qualidade técnica, ninguém tinha boas guitarras nem amplificadores, eram aquelas carcaças de velhos Gianinnis Duovox, quase todos mexidos e remexidos pelo Hélcio Aguirra, que era um tarado por válvulas e talvez o único cara naquele momento que sabia consertar aquelas carcaças oxidadas. Era muito comum amplificadores queimarem a cada show.
Com o disco na praça fizemos muito barulho. Depois disso todo mundo era “headbanger”, até a Rede Globo virou “metaleira”, que era como eles nos tratavam, e nos taxaram de “Os Filhos do Rock In Rio”, que veio bem depois, junto com tantos outros produtores, uns legais outros oportunistas.
Comecei a perceber que o pessoal estava me usando, gozando com o meu pau, então desisti de tudo e fui fazer o jazz do Bocato e a MPB do Itamar Assumpção, e virei o traidor do movimento. Só voltei a gravar rock tempos depois, convertido pela banda The Krents, que eram uns garotos que faziam um rock bem endiabrado e energético, com uma levada para o psychobilly.

Fonte: Whiplash
 
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